Governança nas médias empresas brasileiras: o novo divisor de águas

O retrato das médias empresas em 2025 A Fundação Dom Cabral (FDC) divulgou em seu estudo “Desvendando a produtividade das médias empresas brasileiras” um panorama sobre o papel da governança na competitividade das empresas médias no Brasil. O levantamento analisou 8.875 médias empresas e revelou que menos de 30% possuem estruturas formais de governança, como conselhos, auditorias ou políticas internas documentadas — e que aquelas que já adotaram tais práticas crescem até 40% mais rápido e apresentam margens EBITDA 18% superiores. Mesmo em meio à volatilidade e à reforma tributária, o estudo indica que o fator que mais diferencia as empresas de alta performance é a qualidade da gestão e dos controles. Governança: do discurso à vantagem competitiva Historicamente, a governança era tratada como um tema de grandes corporações. Com o avanço de programas como o Regime Fácil da CVM, maior acesso a crédito e mais regulação fiscal, as médias empresas passaram a jogar em outro nível. As empresas médias mais produtivas contam com lideranças profissionalizadas e estruturas mínimas de governança, mesmo em modelos enxutos. Na prática, isso significa ter conselhos consultivos atuantes, auditoria independente e controles internos integrados à contabilidade e às decisões estratégicas. O papel da auditoria e dos controles internos A ausência de governança estruturada ainda é o principal obstáculo à perenidade das médias. A combinação de auditoria independente + compliance + controles internos padronizados forma o tripé que sustenta crescimento e atrai investidores. Esses mecanismos reduzem riscos operacionais, fortalecem a transparência e criam um ambiente propício para financiamentos e fusões, cada vez mais presentes no middle market. O olhar da H2K Para a H2K, governança não é apenas regulatório — é sustentabilidade e geração de valor. Implementar políticas de integridade, profissionalizar a gestão e integrar contabilidade, auditoria e fiscal prepara a empresa para competir em um mercado mais exigente e digital. Conclusão As médias empresas estão no epicentro da economia brasileira. O grau de maturidade em governança será o divisor de águas entre as que prosperam e as que ficam pelo caminho. 🔗 Fonte oficial: Fundação Dom Cabral — “Desvendando a produtividade das médias empresas brasileiras” (2024) Fale com a H2K Auditores e Consultores para avaliar a maturidade de governança e controles internos da sua empresa e transformar compliance em diferencial competitivo.
Relevância vale mais que recorrência: uma nova visão para a divulgação de resultados

A discussão global sobre transparência corporativa está mudando de foco. O novo presidente da SEC, Paul Atkins, reacendeu um debate importante: será que o mercado realmente precisa de demonstrações financeiras trimestrais obrigatórias? A provocação não trata de reduzir transparência — pelo contrário, trata de aumentá-la. A questão deixa de ser sobre quando divulgar e passa a ser sobre o que realmente importa divulgar para compreender a saúde, a estratégia e a direção de uma companhia. A crítica aos ciclos trimestrais não é nova. Empresas listadas em mercados mais maduros já relataram dificuldades em manter uma visão de longo prazo diante da pressão por resultados curtos. Relatórios repetitivos, sem mudanças materiais e com informações padronizadas acabam diluindo o valor da comunicação. Nesse movimento, a recorrência vira obrigação — e a relevância, exceção. O Brasil já entrou nessa discussão — e abriu caminho para um modelo mais inteligente. Com o Regime Fácil da CVM, pequenas e médias empresas podem reportar informações semestrais sem perder credibilidade nem acesso ao mercado de capitais. Não é sobre falar menos, é sobre falar quando houver algo a dizer — e dizer o que realmente importa. A essência permanece: governança, transparência e qualidade da informação. Informação financeira não deve ser um checklist burocrático. Ela precisa refletir realidade, estratégia e riscos — com profundidade. Relatar com propósito é mais valioso do que relatar com frequência. Se o mercado brasileiro quer amadurecer, esse pode ser o caminho: menos comunicação obrigatória, mais compreensão e clareza estratégica. Conclusão A mudança na forma de reportar informações financeiras não representa fragilidade — representa evolução. Empresas que priorizam informação útil, contextualizada e orientada a futuro constroem credibilidade real no mercado de capitais. Leitura recomendada: Novo chefe da SEC defende o fim dos ‘quartely reports’ Fale com a H2K Auditores e Consultores para estruturar governança, controles e práticas de disclosure que fortaleçam a confiança do investidor e a visão estratégica do seu negócio.