Governança não se improvisa: reflexões sobre IPOs recentes no Brasil

O Brazil Journal publicou recentemente o artigo de opinião intitulado “Como evitar IPOs desastrosos? Comece levando a governança a sério”, trazendo uma reflexão relevante sobre o desempenho das ofertas públicas realizadas no Brasil nos últimos anos. A matéria aponta que uma parcela significativa dos IPOs realizados no ciclo recente apresentou desempenho inferior ao Ibovespa no período subsequente à abertura de capital. O dado reforça uma conclusão importante: o sucesso no mercado de capitais não depende apenas do momento da oferta, mas sobretudo da qualidade estrutural da companhia. A íntegra do artigo pode ser acessada no Brazil Journal:https://braziljournal.com/opiniao-como-evitar-ipos-desastrosos-comece-levando-a-governanca-a-serio/ O ponto central do debate A reflexão trazida pelo artigo é clara: governança corporativa não pode ser tratada como um checklist de última hora. Estruturas montadas às pressas, conselhos meramente formais, políticas copiadas sem aderência à realidade da empresa e controles criados apenas para atender exigências regulatórias tendem a gerar fragilidades que se tornam evidentes após a abertura de capital. Governança eficaz exige: A leitura sob a ótica técnica Do ponto de vista de auditoria, compliance e estruturação societária, a abertura de capital deve ser consequência de maturidade organizacional — não instrumento para criá-la. Governança sólida envolve: Empresas que tratam governança como elemento estratégico tendem a construir valor sustentável. Já aquelas que a tratam como formalidade regulatória frequentemente enfrentam dificuldades no período pós-IPO. Uma reflexão necessária O debate é saudável para o amadurecimento do mercado de capitais brasileiro. IPO não é solução estrutural. É exposição pública de estrutura já existente. Antes de discutir janela de mercado, valuation ou narrativa de crescimento, talvez a pergunta mais relevante seja: A companhia está preparada para operar sob escrutínio permanente? Seguimos acompanhando e comentando temas relevantes em nossa curadoria de notícias, sempre sob a perspectiva de governança, transparência e sustentabilidade empresarial.
NBR 17301: novo padrão de compliance tributário

A Receita Federal informou que a ABNT publicou a ABNT NBR 17301 – Sistemas de gestão de compliance tributário, um marco para orientar empresas na adoção de práticas mais transparentes, seguras e confiáveis no cumprimento das obrigações fiscais. A iniciativa foi desenvolvida no contexto do Programa Confia e busca aproximar o Brasil de melhores práticas internacionais de governança fiscal. O que a norma propõe (na prática) A NBR 17301 descreve como a organização deve estruturar processos e sistemas internos de controle para assegurar que suas obrigações tributárias sejam cumpridas com exatidão, completude e responsabilidade. Na prática, ela orienta a implementação de um modelo de gestão que vai além da legislação, apoiado por rotinas, controles e evidências. PDCA e integração com sistemas de gestão A publicação destaca que a NBR 17301 segue o modelo internacional de gestão PDCA (Plan–Do–Check–Act) e está alinhada ao Anexo SL, estrutura comum das normas ISO de sistemas de gestão. Isso tende a facilitar a integração do compliance tributário com sistemas já adotados por muitas empresas, simplificando rotinas e reduzindo custos. Referências usadas na construção Segundo a Receita Federal, a NBR 17301 foi estruturada tomando como referência: ABNT NBR ISO 37301:2021 (sistemas de gestão de compliance), ABNT NBR ISO 37000:2022 (governança) e UNE 19602:2019 (compliance tributário, norma espanhola). Por que isso importa para as empresas A Receita Federal aponta que a norma fortalece o Marco de Controle Fiscal do Programa Confia e cria um “idioma comum” entre fisco e empresas, estimulando transparência, previsibilidade e redução de riscos. Para as organizações, a adoção de um sistema de gestão de compliance tributário pode trazer ganhos de eficiência, reputação e robustez de controles. Fonte:Receita Federal — “Publicada norma técnica brasileira sobre sistemas de gestão de compliance tributário”.Acessar a notícia
A ETL Global anunciou recentemente a ampliação de sua atuação no Brasil com a integração da H2K Auditores e Consultores à rede. A entrada da H2K reforça a presença da ETL Global na América do Sul e amplia a capacidade de atendimento a empresas de médio porte no país.

Sediada em Barueri (SP), a H2K Auditores e Consultores é uma firma brasileira independente, com atuação focada em auditoria e consultoria para pequenas e médias empresas e companhias de middle market. Dirigida por Henrique Premoli, a H2K presta suporte técnico em temas relacionados à auditoria independente, demonstrações financeiras, tributação e governança corporativa, combinando conhecimento técnico aprofundado com sólida compreensão do ambiente regulatório brasileiro. Ao longo do último ano, a H2K já vinha atuando em estreita colaboração com a Numeric Brasil, membro da ETL Global no país especializado em serviços de BPO e outsourcing. Essa cooperação consolidada permite um atendimento coordenado aos clientes, integrando áreas complementares de atuação dentro da rede. Com a formalização da entrada da H2K, a ETL Global fortalece sua estrutura no Brasil e amplia sua capacidade de oferecer soluções integradas em auditoria, contabilidade, tributos e consultoria, alinhadas a padrões internacionais e às especificidades do mercado local. Fonte:ETL Global — Expansão no Brasil com a integração da H2K Auditores e Consultores
Governança nas médias empresas brasileiras: o novo divisor de águas

O retrato das médias empresas em 2025 A Fundação Dom Cabral (FDC) divulgou em seu estudo “Desvendando a produtividade das médias empresas brasileiras” um panorama sobre o papel da governança na competitividade das empresas médias no Brasil. O levantamento analisou 8.875 médias empresas e revelou que menos de 30% possuem estruturas formais de governança, como conselhos, auditorias ou políticas internas documentadas — e que aquelas que já adotaram tais práticas crescem até 40% mais rápido e apresentam margens EBITDA 18% superiores. Mesmo em meio à volatilidade e à reforma tributária, o estudo indica que o fator que mais diferencia as empresas de alta performance é a qualidade da gestão e dos controles. Governança: do discurso à vantagem competitiva Historicamente, a governança era tratada como um tema de grandes corporações. Com o avanço de programas como o Regime Fácil da CVM, maior acesso a crédito e mais regulação fiscal, as médias empresas passaram a jogar em outro nível. As empresas médias mais produtivas contam com lideranças profissionalizadas e estruturas mínimas de governança, mesmo em modelos enxutos. Na prática, isso significa ter conselhos consultivos atuantes, auditoria independente e controles internos integrados à contabilidade e às decisões estratégicas. O papel da auditoria e dos controles internos A ausência de governança estruturada ainda é o principal obstáculo à perenidade das médias. A combinação de auditoria independente + compliance + controles internos padronizados forma o tripé que sustenta crescimento e atrai investidores. Esses mecanismos reduzem riscos operacionais, fortalecem a transparência e criam um ambiente propício para financiamentos e fusões, cada vez mais presentes no middle market. O olhar da H2K Para a H2K, governança não é apenas regulatório — é sustentabilidade e geração de valor. Implementar políticas de integridade, profissionalizar a gestão e integrar contabilidade, auditoria e fiscal prepara a empresa para competir em um mercado mais exigente e digital. Conclusão As médias empresas estão no epicentro da economia brasileira. O grau de maturidade em governança será o divisor de águas entre as que prosperam e as que ficam pelo caminho. 🔗 Fonte oficial: Fundação Dom Cabral — “Desvendando a produtividade das médias empresas brasileiras” (2024) Fale com a H2K Auditores e Consultores para avaliar a maturidade de governança e controles internos da sua empresa e transformar compliance em diferencial competitivo.
H2K, One e Grupo Netuno anunciam aliança estratégica para integrar governança, eficiência tributária e estratégias financeiras

A união entre as três empresas visa ampliar a entrega de valor a empresas familiares e grupos do middle market, conectando auditoria, inteligência tributária e soluções financeiras de forma coordenada e independente. Aliança que fortalece empresas em crescimento A H2K Auditores e Consultores, a One Inteligência e o Grupo Netuno formalizaram uma aliança estratégica voltada à integração de soluções em conformidade, eficiência tributária e estratégia financeira. O objetivo é oferecer aos clientes uma abordagem completa, segura e coordenada — somando a experiência de três especialistas em áreas complementares que compartilham a mesma visão de negócios: fortalecer a gestão e a sustentabilidade das empresas brasileiras em expansão. Especialidades que se complementam Cada empresa mantém sua atuação independente, mas colabora de forma coordenada para gerar resultados consistentes: Valor entregue aos clientes A partir dessa aliança, as empresas passam a atuar de forma integrada quando necessário, oferecendo um portfólio robusto de soluções que vai da auditoria independente e consultoria de governança ao diagnóstico tributário profundo e às arquiteturas financeiras personalizadas. Tudo isso com o compromisso de entregar clareza, segurança e visão estratégica, valores que unem as três marcas. Propósito comum Mais do que uma parceria comercial, essa é uma aliança de propósito e valores. Ela nasce da prática — da convivência entre profissionais que vivem o dia a dia das empresas, entendem seus desafios e acreditam que dados, quando bem tratados, viram direção; e estratégia, quando bem aplicada, vira futuro. Conclusão H2K, One e Grupo Netuno seguem independentes, mas alinhadas por um mesmo ideal: transformar complexidade em clareza e impulsionar o crescimento sustentável de empresas que constroem o futuro do país.
H2K firma aliança institucional com a Numeric Brasil, representante da ETL Global

A parceria fortalece a presença da H2K em um dos maiores ecossistemas internacionais de auditoria e consultoria, ampliando a conexão com práticas globais e padrões técnicos de excelência. Conexão internacional que impulsiona qualidade e visão de futuro A H2K Auditores e Consultores firmou uma aliança institucional com a Numeric Brasil, representante da ETL Global, uma das maiores redes internacionais de auditoria e consultoria do mundo. Segundo o IAB World Survey 2025, a ETL Global ocupa a 3ª posição na Europa e a 12ª posição global, considerando as classificações após as Big 4, e apresentou um crescimento de 16% em faturamento no último ano. A parceria amplia a capacidade de atuação da H2K em temas de governança, auditoria e consultoria empresarial, conectando sua experiência no middle market brasileiro a práticas internacionais de alta performance. Padrões globais, essência local A aliança reforça o compromisso da H2K e da Numeric com padrões de qualidade globais, inovação técnica e visão estratégica, mantendo a independência, a proximidade e o propósito humano que caracterizam as duas empresas. Mais do que uma colaboração operacional, o acordo cria pontes entre especialistas de diferentes países, estimulando troca de conhecimento, acesso a metodologias internacionais e integração com soluções globais de negócios — sempre respeitando as particularidades do mercado brasileiro e o perfil das empresas familiares e grupos do middle market. Visão compartilhada A H2K e a Numeric compartilham o mesmo propósito: elevar o padrão de entrega em auditoria e consultoria, combinando rigor técnico com clareza e estratégia. Com a chancela da ETL Global, essa aliança reforça a confiança de que é possível atuar com padrão internacional sem perder a proximidade com o cliente — traduzindo práticas globais em resultados locais. Conclusão Conexões que fortalecem. Propósito que transforma. A H2K segue ampliando sua rede de alianças estratégicas, unindo credibilidade técnica, visão global e o compromisso de continuar transformando complexidade em clareza para empresas que constroem o futuro do país.
Relevância vale mais que recorrência: uma nova visão para a divulgação de resultados

A discussão global sobre transparência corporativa está mudando de foco. O novo presidente da SEC, Paul Atkins, reacendeu um debate importante: será que o mercado realmente precisa de demonstrações financeiras trimestrais obrigatórias? A provocação não trata de reduzir transparência — pelo contrário, trata de aumentá-la. A questão deixa de ser sobre quando divulgar e passa a ser sobre o que realmente importa divulgar para compreender a saúde, a estratégia e a direção de uma companhia. A crítica aos ciclos trimestrais não é nova. Empresas listadas em mercados mais maduros já relataram dificuldades em manter uma visão de longo prazo diante da pressão por resultados curtos. Relatórios repetitivos, sem mudanças materiais e com informações padronizadas acabam diluindo o valor da comunicação. Nesse movimento, a recorrência vira obrigação — e a relevância, exceção. O Brasil já entrou nessa discussão — e abriu caminho para um modelo mais inteligente. Com o Regime Fácil da CVM, pequenas e médias empresas podem reportar informações semestrais sem perder credibilidade nem acesso ao mercado de capitais. Não é sobre falar menos, é sobre falar quando houver algo a dizer — e dizer o que realmente importa. A essência permanece: governança, transparência e qualidade da informação. Informação financeira não deve ser um checklist burocrático. Ela precisa refletir realidade, estratégia e riscos — com profundidade. Relatar com propósito é mais valioso do que relatar com frequência. Se o mercado brasileiro quer amadurecer, esse pode ser o caminho: menos comunicação obrigatória, mais compreensão e clareza estratégica. Conclusão A mudança na forma de reportar informações financeiras não representa fragilidade — representa evolução. Empresas que priorizam informação útil, contextualizada e orientada a futuro constroem credibilidade real no mercado de capitais. Leitura recomendada: Novo chefe da SEC defende o fim dos ‘quartely reports’ Fale com a H2K Auditores e Consultores para estruturar governança, controles e práticas de disclosure que fortaleçam a confiança do investidor e a visão estratégica do seu negócio.
CVM FÁCIL: o novo caminho das médias empresas no mercado de capitais

Simplificação regulatória com responsabilidade A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou, em julho de 2025, o Regime FÁCIL — um novo modelo regulatório para facilitar o acesso de companhias de menor porte ao mercado de capitais. A medida entra em vigor em janeiro de 2026 e cria uma porta de entrada menos burocrática para empresas com receita bruta anual de até R$ 500 milhões. O objetivo é estimular que médias empresas, que até então dependiam apenas de crédito bancário, passem a captar recursos diretamente no mercado, com menor custo regulatório e mais transparência. Menos complexidade, mais governança Entre as principais mudanças do Regime FÁCIL: A simplificação não elimina o rigor técnico — ela exige preparo. Para acessar o novo regime, as companhias deverão manter demonstrações contábeis auditadas, políticas de governança formalizadas e estrutura mínima de compliance. O papel do auditor e da consultoria A auditoria independente será peça-chave nesse processo: ela garante credibilidade, qualidade da informação contábil e confiança para investidores. Empresas de médio porte que se anteciparem e organizarem suas informações terão vantagem competitiva na corrida pela captação de recursos em 2026. Conclusão O Regime FÁCIL é um marco regulatório que amplia o acesso das médias empresas ao mercado de capitais, exigindo preparo técnico e governança para aproveitar essa oportunidade. 🔗 Para mais informações oficiais, acesse o site da CVM: CVM cria Regime FÁCIL para facilitar acesso de companhias de menor porte ao mercado de capitais. Fale com os especialistas da H2K Auditores e Consultores para entender como preparar sua empresa para o Regime FÁCIL da CVM e estruturar um plano de governança sob medida.