O que muda em 2026
A matéria publicada pelo Portal Contábeis em 12 de outubro de 2025 destaca um ponto crítico: a partir de 1º de janeiro de 2026, empresas de todos os portes entrarão em um novo ciclo fiscal com a implementação dos tributos IBS (estadual/municipal) e CBS (federal), substituindo PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI.
De acordo com pesquisa citada na reportagem, realizada pela NTT Data, 58% das empresas ainda não iniciaram ou sequer sabem como iniciar a adaptação para o novo modelo. Isso significa que as médias empresas — que dependem de eficiência e previsibilidade — correm o risco de enfrentar impactos severos se nada for feito em 2025.
A transição não será apenas tributária: ela é operacional, sistêmica, contábil e de governança.
🔗 Leitura recomendada (matéria original): Reforma Tributária: empresas devem se preparar para o novo ciclo fiscal em 2026 – Portal Contábeis
Contabilidade: ajustes que precisam começar ainda em 2025
A reforma mexe estruturalmente com a lógica de crédito, débito, base de cálculo e alíquotas. Por isso, a contabilidade precisa entrar na frente.
Revisão do plano de contas e integrações
Os novos tributos exigem reclassificação de contas, adequação de históricos e padronização de mapeamentos antes utilizados para PIS, Cofins, ICMS e ISS.
Atualização do ERP e módulos fiscais
O ERP deve suportar novos códigos, regras de crédito, parametrizações de documentos fiscais, cenários interestaduais e regimes transitórios. Sem isso, o risco de erro e autuação aumenta.
Simulações de alíquotas efetivas
O impacto médio varia por setor. Empresas já relatam cenários de leve redução até aumento relevante de carga tributária. Sem simulações, a empresa navega no escuro em termos de preço e margem.
Revisão da natureza das operações
Itens que hoje geram crédito podem perder benefício, e outros passarão a gerar crédito onde antes não havia. Isso altera diretamente custo, margem e formação de preço.
Auditoria e controles internos: o novo “mapa de risco fiscal”
A implantação do IBS/CBS exige governança tributária ativa, e não apenas registro contábil. Auditoria e controles internos passam a ter papel central.
Mapear riscos da transição
É essencial identificar:
- Operações com maior risco de crédito indevido ou não aproveitado;
- Contratos que podem gerar inconsistências tributárias;
- Áreas com documentação insuficiente ou controles frágeis.
Revisão de processos ponta a ponta
Da compra ao faturamento, a lógica de apuração muda. Fluxos de conferência de fornecedores, cruzamento de documentos, aprovação e controles automatizados devem ser revisados e alinhados à nova legislação.
Auditoria preventiva antes do “go live”
Antes de 2026, é recomendável realizar uma auditoria preventiva, com foco em:
- Conciliações fiscais e contábeis;
- Cruzamentos de dados e testes de integridade;
- Aderência dos créditos tributários às novas regras;
- Qualidade dos cadastros e parâmetros do ERP.
Essa revisão reduz a probabilidade de multas, glosas de crédito e retrabalhos de alto custo.
Compliance fiscal: mitigando a surpresa tributária
A nova legislação demanda rastreabilidade, documentação e governança mais robustas. Sem isso, erros operacionais podem afetar caixa, margem e até gerar litígios.
Treinamento das equipes
Tributário, contabilidade, controladoria, compras e faturamento precisam falar a mesma língua. Em médias empresas, a descentralização e a informalidade de processos são grandes fontes de risco.
Documentação e políticas internas
Regras de tomada de crédito, critérios de classificação, responsabilidades e fluxos de aprovação devem estar documentados, atualizados e acessíveis.
Monitoramento em tempo real
A nova dinâmica de créditos e débitos exige indicadores e alertas internos. Esperar o fechamento do mês para descobrir inconsistências deixa de ser uma opção segura.
O que a H2K enxerga
A Reforma Tributária 2026 é também uma oportunidade de reorganizar processos e elevar a maturidade contábil e de governança das médias empresas. Quem se adiantar — ajustando contabilidade, controles, compliance e auditoria — ganha vantagem competitiva, reduz riscos e chega em 2026 preparado.
Conclusão
A reforma não é apenas uma mudança técnica: é uma transformação na forma como as empresas operam, decidem e se organizam. A linha entre quem sofrerá e quem prosperará será definida pelos ajustes feitos ainda em 2025.
Fonte oficial: Portal Contábeis – Reforma Tributária: empresas devem se preparar para o novo ciclo fiscal em 2026
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