Governança nas médias empresas brasileiras: o novo divisor de águas

novembro 12, 2025

O retrato das médias empresas em 2025

A Fundação Dom Cabral (FDC) divulgou em seu estudo “Desvendando a produtividade das médias empresas brasileiras” um panorama sobre o papel da governança na competitividade das empresas médias no Brasil. O levantamento analisou 8.875 médias empresas e revelou que menos de 30% possuem estruturas formais de governança, como conselhos, auditorias ou políticas internas documentadas — e que aquelas que já adotaram tais práticas crescem até 40% mais rápido e apresentam margens EBITDA 18% superiores.

Mesmo em meio à volatilidade e à reforma tributária, o estudo indica que o fator que mais diferencia as empresas de alta performance é a qualidade da gestão e dos controles.

Governança: do discurso à vantagem competitiva

Historicamente, a governança era tratada como um tema de grandes corporações. Com o avanço de programas como o Regime Fácil da CVM, maior acesso a crédito e mais regulação fiscal, as médias empresas passaram a jogar em outro nível.

As empresas médias mais produtivas contam com lideranças profissionalizadas e estruturas mínimas de governança, mesmo em modelos enxutos.

Na prática, isso significa ter conselhos consultivos atuantes, auditoria independente e controles internos integrados à contabilidade e às decisões estratégicas.

O papel da auditoria e dos controles internos

A ausência de governança estruturada ainda é o principal obstáculo à perenidade das médias. A combinação de auditoria independente + compliance + controles internos padronizados forma o tripé que sustenta crescimento e atrai investidores.

Esses mecanismos reduzem riscos operacionais, fortalecem a transparência e criam um ambiente propício para financiamentos e fusões, cada vez mais presentes no middle market.

O olhar da H2K

Para a H2K, governança não é apenas regulatório — é sustentabilidade e geração de valor. Implementar políticas de integridade, profissionalizar a gestão e integrar contabilidade, auditoria e fiscal prepara a empresa para competir em um mercado mais exigente e digital.

Conclusão

As médias empresas estão no epicentro da economia brasileira. O grau de maturidade em governança será o divisor de águas entre as que prosperam e as que ficam pelo caminho.

🔗 Fonte oficial: Fundação Dom Cabral — “Desvendando a produtividade das médias empresas brasileiras” (2024)

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