Senado aprova projeto que taxa dividendos e amplia isenção do Imposto de Renda

Nova proposta eleva a faixa de isenção para R$ 5 mil mensais e cria tributação mínima para altas rendas a partir de 2026. O Senado Federal aprovou, em 5 de novembro, o Projeto de Lei nº 1.087/2025, que reformula o Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) e cria um novo regime de tributação sobre dividendos e altas rendas. A proposta — que ainda será analisada pela Câmara dos Deputados — estabelece isenção integral para rendas mensais de até R$ 5 mil e cria alíquotas progressivas para rendas superiores a R$ 600 mil anuais. Segundo o Senado Notícias, o texto também mantém isenções estratégicas, incluindo rendimentos de poupança, indenizações, títulos incentivados (LCI, LCA, CRI, CRA, FIP-IE, FIP-PD&I) e fundos de investimento imobiliário (FIIs e Fiagros) com cotas negociadas em bolsa e pelo menos 100 cotistas. Principais mudanças Análise H2K A proposta representa um marco na modernização do sistema tributário brasileiro, ao alinhar o país a práticas internacionais e reduzir assimetrias entre a tributação de empresas e pessoas físicas. Para empresários e investidores, o momento é de revisar estruturas societárias e políticas de distribuição de lucros, planejar o exercício de 2025 e antecipar decisões contábeis que possam otimizar o impacto das novas regras. A equipe da H2K Auditores e Consultores acompanha de perto a tramitação do projeto e seus possíveis efeitos sobre holdings patrimoniais, empresas do lucro presumido e investidores em fundos imobiliários. Fonte Senado Notícias – Conteúdo publicado pelo Senado Federal em 5/11/2025.

Relevância vale mais que recorrência: uma nova visão para a divulgação de resultados

A discussão global sobre transparência corporativa está mudando de foco. O novo presidente da SEC, Paul Atkins, reacendeu um debate importante: será que o mercado realmente precisa de demonstrações financeiras trimestrais obrigatórias? A provocação não trata de reduzir transparência — pelo contrário, trata de aumentá-la. A questão deixa de ser sobre quando divulgar e passa a ser sobre o que realmente importa divulgar para compreender a saúde, a estratégia e a direção de uma companhia. A crítica aos ciclos trimestrais não é nova. Empresas listadas em mercados mais maduros já relataram dificuldades em manter uma visão de longo prazo diante da pressão por resultados curtos. Relatórios repetitivos, sem mudanças materiais e com informações padronizadas acabam diluindo o valor da comunicação. Nesse movimento, a recorrência vira obrigação — e a relevância, exceção. O Brasil já entrou nessa discussão — e abriu caminho para um modelo mais inteligente. Com o Regime Fácil da CVM, pequenas e médias empresas podem reportar informações semestrais sem perder credibilidade nem acesso ao mercado de capitais. Não é sobre falar menos, é sobre falar quando houver algo a dizer — e dizer o que realmente importa. A essência permanece: governança, transparência e qualidade da informação. Informação financeira não deve ser um checklist burocrático. Ela precisa refletir realidade, estratégia e riscos — com profundidade. Relatar com propósito é mais valioso do que relatar com frequência. Se o mercado brasileiro quer amadurecer, esse pode ser o caminho: menos comunicação obrigatória, mais compreensão e clareza estratégica. Conclusão A mudança na forma de reportar informações financeiras não representa fragilidade — representa evolução. Empresas que priorizam informação útil, contextualizada e orientada a futuro constroem credibilidade real no mercado de capitais. Leitura recomendada: Novo chefe da SEC defende o fim dos ‘quartely reports’ Fale com a H2K Auditores e Consultores para estruturar governança, controles e práticas de disclosure que fortaleçam a confiança do investidor e a visão estratégica do seu negócio.

O contador diante da nova revolução tributária

O texto de Wesley Gonsalves, publicado no Metro Quadrado (Brazil Journal), trouxe um ponto essencial: a reforma tributária não está apenas transformando o setor imobiliário — ela está redesenhando o papel do contador. As três revoluções da contabilidade moderna Nos últimos 15 anos, a profissão contábil viveu duas grandes revoluções: a informatização das obrigações fiscais e a adoção das normas internacionais de contabilidade (IFRS). Essas mudanças tiraram o contador da função de guardião de livros e o colocaram como intérprete da essência econômica das operações empresariais. Agora, uma terceira onda chega com força: a reforma tributária sobre o consumo. E ela exige muito mais do contador. A nova lógica da tributação imobiliária Até hoje, a tributação no setor imobiliário era simples: bastava aplicar 4% sobre a receita bruta no RET e seguir em frente. Com o novo sistema, a forma como terrenos e insumos são adquiridos — de pessoa física ou jurídica — passa a impactar diretamente a geração de créditos tributários. Mais do que isso: se o tributo não for pago na etapa anterior da cadeia, o crédito não se forma para o próximo elo.Isso muda tudo. O diálogo entre contabilidade, fiscal e jurídico — tanto da empresa quanto dos fornecedores — será intenso e determinante. Haverá uma verdadeira revolução na forma de comprar e contratar, exigindo contratos revisados, controles integrados e uma nova cultura de compliance tributário. O contador no centro da estratégia O contador do futuro próximo — que já é o contador de agora — precisará dominar custos, contratos, crédito e controle. A contabilidade volta ao centro da estratégia, não apenas como registro, mas como ferramenta viva de decisão e sustentabilidade do negócio. A reforma tributária está recolocando o contador como protagonista — não do passado, mas do futuro. Conclusão A revolução tributária em curso é também uma revolução contábil. Ela exige atualização técnica, integração entre áreas e uma nova postura estratégica dos profissionais que sustentam as empresas brasileiras. 🔗 Leitura recomendada: Como a reforma tributária pode atrasar lançamentos Fale com a H2K Auditores e Consultores para entender como a reforma tributária impacta o seu setor e como estruturar controles contábeis e fiscais prontos para a nova era do consumo.

CVM FÁCIL: o novo caminho das médias empresas no mercado de capitais

Simplificação regulatória com responsabilidade A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aprovou, em julho de 2025, o Regime FÁCIL — um novo modelo regulatório para facilitar o acesso de companhias de menor porte ao mercado de capitais. A medida entra em vigor em janeiro de 2026 e cria uma porta de entrada menos burocrática para empresas com receita bruta anual de até R$ 500 milhões. O objetivo é estimular que médias empresas, que até então dependiam apenas de crédito bancário, passem a captar recursos diretamente no mercado, com menor custo regulatório e mais transparência. Menos complexidade, mais governança Entre as principais mudanças do Regime FÁCIL: A simplificação não elimina o rigor técnico — ela exige preparo. Para acessar o novo regime, as companhias deverão manter demonstrações contábeis auditadas, políticas de governança formalizadas e estrutura mínima de compliance. O papel do auditor e da consultoria A auditoria independente será peça-chave nesse processo: ela garante credibilidade, qualidade da informação contábil e confiança para investidores. Empresas de médio porte que se anteciparem e organizarem suas informações terão vantagem competitiva na corrida pela captação de recursos em 2026. Conclusão O Regime FÁCIL é um marco regulatório que amplia o acesso das médias empresas ao mercado de capitais, exigindo preparo técnico e governança para aproveitar essa oportunidade. 🔗 Para mais informações oficiais, acesse o site da CVM: CVM cria Regime FÁCIL para facilitar acesso de companhias de menor porte ao mercado de capitais. Fale com os especialistas da H2K Auditores e Consultores para entender como preparar sua empresa para o Regime FÁCIL da CVM e estruturar um plano de governança sob medida.