Prepare-se agora: checklist de contabilidade, auditoria e compliance para a transição da Reforma Tributária 2026

novembro 17, 2025

O que muda em 2026

A matéria publicada pelo Portal Contábeis em 12 de outubro de 2025 destaca um ponto crítico: a partir de 1º de janeiro de 2026, empresas de todos os portes entrarão em um novo ciclo fiscal com a implementação dos tributos IBS (estadual/municipal) e CBS (federal), substituindo PIS, Cofins, ICMS, ISS e IPI.

De acordo com pesquisa citada na reportagem, realizada pela NTT Data, 58% das empresas ainda não iniciaram ou sequer sabem como iniciar a adaptação para o novo modelo. Isso significa que as médias empresas — que dependem de eficiência e previsibilidade — correm o risco de enfrentar impactos severos se nada for feito em 2025.

A transição não será apenas tributária: ela é operacional, sistêmica, contábil e de governança.

🔗 Leitura recomendada (matéria original): Reforma Tributária: empresas devem se preparar para o novo ciclo fiscal em 2026 – Portal Contábeis

Contabilidade: ajustes que precisam começar ainda em 2025

A reforma mexe estruturalmente com a lógica de crédito, débito, base de cálculo e alíquotas. Por isso, a contabilidade precisa entrar na frente.

Revisão do plano de contas e integrações

Os novos tributos exigem reclassificação de contas, adequação de históricos e padronização de mapeamentos antes utilizados para PIS, Cofins, ICMS e ISS.

Atualização do ERP e módulos fiscais

O ERP deve suportar novos códigos, regras de crédito, parametrizações de documentos fiscais, cenários interestaduais e regimes transitórios. Sem isso, o risco de erro e autuação aumenta.

Simulações de alíquotas efetivas

O impacto médio varia por setor. Empresas já relatam cenários de leve redução até aumento relevante de carga tributária. Sem simulações, a empresa navega no escuro em termos de preço e margem.

Revisão da natureza das operações

Itens que hoje geram crédito podem perder benefício, e outros passarão a gerar crédito onde antes não havia. Isso altera diretamente custo, margem e formação de preço.

Auditoria e controles internos: o novo “mapa de risco fiscal”

A implantação do IBS/CBS exige governança tributária ativa, e não apenas registro contábil. Auditoria e controles internos passam a ter papel central.

Mapear riscos da transição

É essencial identificar:

  • Operações com maior risco de crédito indevido ou não aproveitado;
  • Contratos que podem gerar inconsistências tributárias;
  • Áreas com documentação insuficiente ou controles frágeis.

Revisão de processos ponta a ponta

Da compra ao faturamento, a lógica de apuração muda. Fluxos de conferência de fornecedores, cruzamento de documentos, aprovação e controles automatizados devem ser revisados e alinhados à nova legislação.

Auditoria preventiva antes do “go live”

Antes de 2026, é recomendável realizar uma auditoria preventiva, com foco em:

  • Conciliações fiscais e contábeis;
  • Cruzamentos de dados e testes de integridade;
  • Aderência dos créditos tributários às novas regras;
  • Qualidade dos cadastros e parâmetros do ERP.

Essa revisão reduz a probabilidade de multas, glosas de crédito e retrabalhos de alto custo.

Compliance fiscal: mitigando a surpresa tributária

A nova legislação demanda rastreabilidade, documentação e governança mais robustas. Sem isso, erros operacionais podem afetar caixa, margem e até gerar litígios.

Treinamento das equipes

Tributário, contabilidade, controladoria, compras e faturamento precisam falar a mesma língua. Em médias empresas, a descentralização e a informalidade de processos são grandes fontes de risco.

Documentação e políticas internas

Regras de tomada de crédito, critérios de classificação, responsabilidades e fluxos de aprovação devem estar documentados, atualizados e acessíveis.

Monitoramento em tempo real

A nova dinâmica de créditos e débitos exige indicadores e alertas internos. Esperar o fechamento do mês para descobrir inconsistências deixa de ser uma opção segura.

O que a H2K enxerga

A Reforma Tributária 2026 é também uma oportunidade de reorganizar processos e elevar a maturidade contábil e de governança das médias empresas. Quem se adiantar — ajustando contabilidade, controles, compliance e auditoria — ganha vantagem competitiva, reduz riscos e chega em 2026 preparado.

Conclusão

A reforma não é apenas uma mudança técnica: é uma transformação na forma como as empresas operam, decidem e se organizam. A linha entre quem sofrerá e quem prosperará será definida pelos ajustes feitos ainda em 2025.

Fonte oficial: Portal Contábeis – Reforma Tributária: empresas devem se preparar para o novo ciclo fiscal em 2026

Fale com a H2K Auditores e Consultores para conduzir o diagnóstico de riscos, atualizar controles e preparar a sua empresa para a transição ao IBS/CBS com segurança e previsibilidade.